O que é CTP Computer to Plate?

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O CTP (Computer to Plate) é uma tecnologia de pré-impressão que permite a gravação direta da imagem digital na chapa de impressão, eliminando totalmente a necessidade do fotolito (CTF – Computer to Film). Esse processo trouxe ganhos expressivos em qualidade, produtividade, padronização e redução de custos, tornando-se o padrão da indústria gráfica moderna.

Neste artigo, você vai entender o que é CTP, como funciona, sua evolução histórica, os principais tipos de tecnologia, as chapas utilizadas, além das vantagens competitivas para gráficas, bureaus de CTP, jornais e indústrias de embalagem.

1. O que significa CTP – Computer to Plate

CTP é a sigla para Computer to Plate, que em português significa computador para chapa. Trata-se de um processo digital no qual o arquivo final de impressão é enviado diretamente do computador para a platesetter, equipamento responsável por gravar a imagem em uma chapa de alumínio (ou outro material específico).

Na impressão offset colorida, o arquivo é separado em CMYK (Ciano, Magenta, Amarelo e Preto), gerando normalmente quatro chapas, uma para cada cor. Em trabalhos monocromáticos, utiliza-se apenas uma chapa.

Esse método garante maior precisão na gravação dos pontos, melhor definição dos elementos gráficos e um controle muito mais eficiente do ganho de ponto, impactando diretamente a qualidade final do impresso.

O que é CTP Computer to Plate? imagem

2. Breve histórico da tecnologia CTP

As primeiras experiências em sistemas computer-to-plate foram feitas pela RCA em 1968. Em1974, nos jornais Gannett, matrizes tipográficas foram gravadas usando laser de alta potência. A idéia de um sistema de gravação direta de chapas offset surgiu logo após o desenvolvimento dos primeiros equipamentos de gravação de fotolitos em, meados dos anos 80.

Em 1994, surgiu a primeira platesseter de uso prático, desenvolvida pela Creo para a RR Donelley (Creo Platesetter 3244). Na Drupa de 1995, um grande número de fabricantes apresentou sistemas CTP, alguns introduzindo a nova tecnologia térmica (laser infravermelho) de gravação. Na Ipex de 1998, havia cerca de 40 fabricantes de sistemas CTP e a Drupa 2000 simbolizou a maturidade da tecnologia, com um número menor de fabricantes de equipamentos e uma maior disponibilidade de chapas.

Diante dessa evolução, o grande desafio, hoje, não é mais a validade ou não do CTP e sim qual das tecnologias disponíveis é a mais adequada. CTP, sigla de Computer to Plate (computador para chapa), é uma processo de gravação digital no qual a imagem a ser impressa nas impressoras offsets (impressoras de rolo de alta tiragem), é gravada em uma matriz (chapa de alumínio de vários formatos), que é dividida em 4 cores (Ciano, Magenta, Amarelo e Preto), sendo assim um jogo de 4 chapas para cada trabalho colorido e 1 chapa somente para um preto e branco por exemplo.

Este processo também garante o aumento da qualidade final da imagem gravada. Isso deixa a imagem perfeita, pois no CTP existe uma maior gravação de pontos por cm² (resolução) aumentando a definição dos elementos gráficos.

O processo tecnológico CTP elimina o Fotolito (CTF ou computer to film) e dá ganho operacional (tempo e qualidade), além de economia. Os CTPs possuem 3 etapas: separação de cores, pulverização/exposição da matriz e revelação. Enquanto o processo tradicional apresenta 8 etapas: separação de cores, produção do filme, revelação, produção do filme total, montagem do filme na matriz, exposição, arquivamento do filme e revelação. Dentro da área de CTP se destacam 3 tipos de tecnologia disponíveis no mercado, que são elas, a Convencional UV, a Térmica e a de Flexografia.

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3. Como funciona o processo CTP

O fluxo de trabalho do CTP é muito mais simples quando comparado ao processo tradicional com fotolito.

Etapas do CTP

O processo CTP é composto basicamente por três etapas principais:

  1. Separação de cores no software de pré-impressão
  2. Gravação/exposição da imagem diretamente na chapa
  3. Processamento/revelação da chapa (quando aplicável)

Processo tradicional (CTF)

Já o método convencional com fotolito envolve até oito etapas, incluindo produção, revelação, montagem e arquivamento dos filmes, aumentando tempo, custo e risco de falhas.

4. Tipos de tecnologia CTP disponíveis no mercado

Atualmente, o mercado oferece diferentes tecnologias de CTP, que variam conforme o tipo de laser, chapa e arquitetura do equipamento.

Principais tecnologias de CTP

Essas tecnologias podem utilizar:

  • Lasers térmicos ou visíveis, em diferentes comprimentos de onda
  • Chapas com ou sem processamento
  • Sistemas ablativos e não ablativos
  • Arquitetura plana, cilindro interno ou externo
  • Alimentação manual, semi-automática ou totalmente automática

5. Chapas utilizadas no CTP

Encontrar o tipo mais adequado de chapa é o primeiro passo na implantação do CTP. As chapas de haletos de prata, para uso com laser visível, em todos os comprimentos de onda disponíveis, têm um processamento parecido com as chapas convencionais. As chapas de foto-polímeros, gravadas com laser visível verde ou vermelho, em sistemas de gravação ultra-rápida, são mais empregadas na produção de jornais, devido à rapidez de gravação, mas que hoje em dia migraram para as tecnologias térmica e convencional por conta de custo operacional e qualidade. As chapas térmicas, gravadas com laser infravermelho (830 ou 1024 nm) e que apresentam diversas alternativas de processamento,evoluíram bastante, assim como a convencional UV. Temos, ainda, as chapas convencionais UV, para uso em sistemas baseados em laser (diodos) ou lâmpadas UV e micro-espelhos ou laser, para as quais ainda há muitas opções de equipamentos, com um custo/benefício bem interessante.

  • Chapas de haletos de prata

Existiram diferentes modelos de chapas de haletos de prata para uso com laser vermelho (650-670 nm), verde (532 nm), azul (488 nm) e violeta (400-410 nm). Elas permitem manuseio e carregamento automático ou semi-automático, exceto no caso das chapas violeta, que podem ser ficar sob luz amarela. A alta sensibilidade permitia gravação rápida das chapas, mesmo com uso de lasers de baixa potência. O processamento é direto (sem uso de forno), mas exigia o uso de processos químicos relativamente complexos. Houve a opção de chapas de base em poliéster, para uso em platesseters híbridas. Trata-se de uma tecnologia mais amadurecida e testada há anos, que possibilita alta qualidade de impressão, porém contando com um número reduzido de fornecedores de chapa e hoje em dia se vê muito pouco se falar dessa tecnologia.

Nesse caso, a opção de laser para gravação é limitada ao vermelho (650-670 nm) e verde (532 nm), sendo que está em lançamento a versão para laser violeta (400-410 nm). O manuseio e carregamento dessas chapas podem ser automático ou semi-automático, sendo que a alta sensibilidade permite gravação ultra-rápida com lasers de baixa potência. O processamento é simples, com opção de forno, permitindo altas tiragens mesmo sem uso do forno. A qualidade de impressão é limitada, principalmente na reprodução de pontos de mínimas e máximas, tratando-se uma tecnologia amadurecida, largamente adotada na impressão de jornais no mundo inteiro, com um número razoável de fornecedores de chapa, porém cada vez menos utilizada por conta de seu custo.

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As chapas térmicas contam com duas opções de laser infravermelho: 830 nm (mais comum) e 1024-1064 nm (menos usual). O manuseio e carregamento podem ser automático, semi-automático ou manual. Para obter alta velocidade de gravação, a chapa térmica exige lasers de alta potência e/ou múltiplos feixes em gravação simultânea. Elas possibilitam alta qualidade de impressão e bom controle do ganho de ponto, sendo uma tecnologia em rápida evolução, com adoção crescente pelo mercado e significativa redução de preços nos últimos anos. Há um grande número de fornecedores de chapa térmicas e existem diversas alternativas de processamento e até mesmo a opção de chapas totalmente sem processamento. Tecnologia largamente utilizado nos dias atuais

  • Alternativas em chapas térmicas

As chapas térmicas podem ou não necessitar de sistema de pré-forno no processamento. Alguns tipos de chapa podem ser gravadas alternativamente em prensas de contato convencionais, com lâmpadas ultravioleta. Há dois tipos de chapa sem processamento: ablativas e não ablativas. As não-ablativas têm tiragem limitada, enquanto as ablativas requerem a presença de um sistema de sucção e filtragem dos resíduos, instalado na platesetter. Existe a opção de chapas para sistema de offset waterless, sem uso de solução de molha, para impressos de altíssima qualidade e alguns modelos permitem o uso de pós-forno para aumentar a durabilidade em impressão, que pode passar de um milhão de giros.

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Exemplo de chapa térmica.

  • Chapas convencionais UV

As chapas convencionais UV são usadas em sistemas laser uv (diodo) iguais os sistemas térmicos e também em sistemas baseados em lâmpadas ultravioleta, com feixes direcionados por fibras ópticas e/ou micro-espelhos controlados digitalmente. O manuseio e carregamento podem ser automático, semi-automático ou manual, sob luz de segurança amarela ou as novas lampadas LED que não produzem radiação UV. A velocidade de gravação pode ser incrementada com uso de cabeçotes múltiplos ou no caso do laser com uma quantidade maior de diodos. A qualidade de impressão é tão eficiente quanto ao processo térmico, podendo ter resoluções até 9600 dpi, sendo uma tecnologia que vem evoluindo constantemente. É uma chapa de fácil adaptação nos processos de impressão, com baixo custo e um grande número de fornecedores, tendo o melhor custo x benefício do mercado.

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Exemplo de chapa convencional.

6. Vantagens

O CTP tem várias vantagens em relação à fabricação de chapas convencionais. No CTP, uma gravação (transferência de imagem do filme para a chapa de impressão) é removida do processo de impressão (eliminando a necessidade de filmes e produtos químicos), aumentando a nitidez e os detalhes. O CTP evita potenciais perdas de qualidade que podem ocorrer durante o processamento do filme, incluindo arranhões no filme e variações na exposição. As chapas são produzidas em menos tempo, são mais consistentes e a um custo menor. O CTP também pode melhorar o registro e a qualidade em geral relacionado a outros métodos de pré-impressão.

Os defeitos devidos a poeira, arranhões ou outros artefatos são minimizados. Os sistemas CTP podem aumentar significativamente a produção de chapas. O CTP CRON modelo UVP-46128G+/H para produção de chapas convencionais pode produzir até 45 chapas por hora (no fromato 1030mm) e com resoluções que podem chegar até 9600 dpi.

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7. Benefícios secundários

O CTP proporciona o aumento da qualidade dos impressos e facilidades no uso de sistemas de hi-fi color, bem como a agilização dos processos de trabalho e aumento da produtividade no setor de pré-impressão. Com o CTP tem-se a redução de pessoal, embora apenas em médio prazo, uma vez que num primeiro momento, o pessoal necessário provavelmente irá aumentar devido à duplicidade de sistemas. Maior flexibilidade no atendimento das necessidades do cliente, oferecendo menores prazos e bons preços em tiragens reduzidas é mais uma vantagem do computer-to-plate, sem contar a redução dos problemas ambientais devido à menor produção de dejetos químicos.

8. Conclusão

O CTP (Computer to Plate) é uma tecnologia essencial para qualquer gráfica, bureau de pré-impressão ou indústria de embalagens que busca qualidade, produtividade e competitividade. Com diferentes tecnologias e tipos de chapas disponíveis, é fundamental avaliar o perfil da produção para escolher a solução mais adequada.

A AlephGraphics oferece soluções completas em CTPs, chapas e automação de pré-impressão, trabalhando com tecnologias consolidadas e equipamentos de alto desempenho para atender às mais diversas demandas do mercado gráfico.

Referências sites: Primastampa / impressora.blog.br / en.wikipedia.org / prafotolito.com.br

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